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Sobre a redução da maioridade penal

Foto: Erlon Rodrigues/ Assessoria de Imprensa da PCAM




A discussão sempre vem à tona quando um ato de violência gratuita, e muitas vezes absurda, choca o país imprensa a dentro. Somos vistos pelo mundo como um país sem lei, aqui o lema é carnaval, futebol... E o tal dos direitos  humanos? O que é isso mesmo? O que temos são pessoas vivendo em condições de vida desumanas e presos ociosos e não recuperados.
O estado político do país é politicagem das mais safadas, tão safada quanto o arroz de terceira do Biu da venda, e que me perdoe o arroz do Biu, foi uma triste comparação, o arroz é bem melhor que isso. O que mais expõe a população é um código penal ultrapassado e a relevância dada a coisas fúteis como os gastos exagerados com o que não é o mais importante.
Quantos turistas já morreram no Brasil mesmo? Quantos adolescentes envolvidos em práticas fora da lei? Quantos por cento da verba destinada para recuperação desses marginalizados são desviadas para os paraísos fiscais? Quantas perguntas ainda serão feitas? Quantas respostas não serão dadas?

...                         pausa para reflexão... 

 São assaltos, roubos, latrocínios, homicídios pré-anunciados, estupros, trabalho escravo, criança que é aliciada para o trabalho, governo que não se preocupa com políticas públicas para a educação ...
Na verdade o Brasil de hoje é resultado de uma desatenção e ausência de preocupação com os marginalizados que perduram há décadas.

Milhares de favelas se formaram, inúmeras  crianças expostas ao mundo cruel do tráfico de drogas, exploração e prostituição infantil. Em contrapartida, temos políticos e sociedade esclarecida bem “engajados”. Todos têm uma participação especial, seja no omitir, no desvio de verba pública, no preconceito de classe, cor, gênero, mas o que isso importa se sempre damos um jeitinho? O jeitinho brasileiro que ganha o mundo e faz com que tenhamos uma péssima reputação . E é de jeitinho em jeitinho que a violência é absurda, que a impunidade é vergonhosa, e que SOMOS O BRASIL DE ECONOMIA FERVENTE E PESSIMAMENTE DISTRIBUÍDA!

O que precisa ser feito, ou melhor, o que o país precisa é de uma sociedade que cobre os direitos e deveres de um Estado. De um todo organizado em favor da educação das pessoas, a reivindicação de uma lei aplicada a todos (rico, pobre- negro, branco e índio- político ou não) de mesmo modo, com a mesma severidade, caso contrário não haverá solução: o barco tende a afundar mais e mais e continuaremos eternamente em berço esplêndido até que essa violência nos atinja diretamente.

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